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| 05/12/2010 |
Bom dia, amigos! Quem vc acha que vai ser o campeão de 2010?
Escrito por Mila Ramos às 10h18
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Bom dia, amigos! Quem vc acha que vai ser o campeão de 2010?
Escrito por Mila Ramos às 10h18
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| 04/12/2010 |
A HORA DO PARTO Mila Ramos milaj.joi@terra.com.br Seu nome era Maria – Maria das Dores - para pagar uma promessa feita pela mãe quando ela tivera sarampo. Agora, já casada, era só Maria, Mariazinha. Viera no Postinho do Iririu, depois seguiu até o centro para comprar algumas lembrança de Natal. Mas voltou logo ao Terminal da Praça da Bandeira - a Nave Mãe , segundo uma secretária minha , e sentou no primeiro banco livre que encontrou no ônibus, já bem no fundo. Maria era uma jovem grávida, parecendo em seu último mês de espera. O cabelo claro e levemente ondulado, amarrado no alto da cabeça em um coque despretensioso, de onde alguns fios se desprendiam ao embalo de uma milagrosa aragem que entrava pela janela do ônibus em movimento. Quando a viagem até o Aventureiro começou, ela recostou-se no morno banco, fechou os olhos e deu Graças a Deus! Logo estaria em casa. Tinha boas notícias para dar ao marido, jovem trabalhador de uma pequena fábrica de móveis que ficava no bairro: o bebê estava prestes a nascer, a saúde da mãe estava bem. Era só aguardar sua chegada. Em casa, descalçou a sandália suada já na entrada, tomou um copo de água bem fresca, tão grande era sua secura e atirou-se na cama limpa e fresca. Relaxada, adormeceu... Sonhou que era Natal. E, pesada, terminava os pequenos reparos na pequena árvore que arranjara num jarro com uma árvore da felicidade, agora viçosa. Terminou de enfeitar o bolo de chocolate com balas de goma coloridas, quando ouviu alguém bater à porta e acordou. Queria levantar mas estava indisposta, uma dorzinha estranha lhe pesava nas costas, na altura das cadeiras, como dizia sua mãe. Conhecia a voz, era Izabel a prima enfermeira que terminara, há pouco, seu plantão na Darcy Vargas. -Entre, disse Maria, preciso de ajuda! Logo ficou claro para Izabel, que o bebê ia nascer. Maria estava encharcada, a bolsa estourara e este sinal era a evidência do parto! -Meu Deus, Maria, chegou a hora, chama o José – José da Luz, o seu marido. Bendito celular! Logo José chegou, com Marta, sua cunhada. Menino ou menina, ninguém sabia, preferiram a surpresa. À espera do nascimento, Maria preparou as roupas brancas. Uma contração maior agora! Maria sua em bica, José seca-lhe rosto tenso, corado. A dor era mais forte. - Força, Maria! Força que o bebê já “corou”, gritou Izabel! E então ele nasceu! Era um menino forte, rosado, lindo. E José gritou chorando, abraçando Maria: - É Jesus! Seu nome é Jesus de Joinville, um Príncipe! Um Rei em nossa casa, viva o Rei! Hosana!
Escrito por Mila Ramos às 21h34
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| 19/10/2010 |
"ESTADÃO" PEGOU PESADO! ( Que nada!!Manda ver ,ESTADÂO, MilaRamos O lado "feminino-mãe" da candidata Dilma Excelente análise do Jornal O Estado de São Paulo. Leia e retransmita. O exército secreto de Dilma (O Estado de São Paulo edição de 16/07/2010)** |
Que papo é esse? Esta mulher nunca "cuidou" da própria casa. Quer "cuidar" de um país? Que negócio é esse de "herança", de "cuidar do povo"? Que negócio é este de "mulher" que "vai cuidar"? Dilma Rousseff(PT) não tem nenhum mérito para se arvorar em ser a mãe dos brasileiros e babá do povo. Como mulher e como mãe, com todo o respeito, afinal de contas é ela quem está explorando esta condição que não tem a mínima importância, abrindo espaço para ser contestado quanto a este aspecto irrelevante, a candidata é um fracasso absoluto. Sempre viveu longe da única filha. Seus dois casamentos foram um fracasso, tanto é que terminaram. Nunca cuidou de uma casa, de um lar, de " um cantinho um violão, este amor, uma canção" Onde uma foto de véu e grinalda? Onde uma foto de batizado? Onde uma foto de namoro? Onde uma foto de festinha de criança? Onde um único gesto de "maternidade" ou de "matrimônio"? Sua capacidade de relacionamento é tida e havida como um problema, pois a sua fama é de ser intratável, intragável, estúpida, mal educada com os subordinados. Onde o marido? Onde o amante? Onde o macho? Esta Dilma que quer realçar seu "lado mulher", que não é relevante para o exercício do cargo, é apenas um truque marqueteiro, simplesmente não existe. Sua mudança de visual, na tentativa de feminilizar a sua figura tosca e bruta, é uma mistura de botox com chapinha, é resultado de manipulação exercida por uma equipe de transformação paga a peso de ouro, que trabalha em cima de um layout de avatar de presidente, superficial e forçado. Como mulher, como "mãe que cuida", com todo o respeito, Dilma é um embuste, um truque, uma pegadinha. Ela não tem as credenciais mínimas como mãe, como esposa, como companheira fora do partido e da guerrilha, como mulher. Que se "venda" como gestora, administradora, executiva, burocrata, o que quer que seja. Como a "mão que cuida" está mais para a "mão que balança o berço". Muito mais do que a vida terrorista, a vida assaltante de bancos, a vida falsificada da Unicamp, está este buraco negro de personalidade, percebido sutil e profundamente pelas mulheres brasileiras que a rejeitam como candidata, pois, no campo do universo feminino, não são admitidas mentiras e falsificações. |
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E mais a veja desta semana divulgou o unico negocio que a tal Bandida, teve fora de empregos publicos, foi uma loja de 1,99 de badulaques importados da China, Que acabou indo a "bancarrota" Se nao prestou para administrar uma lojinha de bobagens, como ira administrar o Brasil??/!!! Leiam a materia das ultimas paginas da VEJA desta semana. |
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Digo e Repito, não faço parte de partido político algum, apenas não quero ver meu país sendo destruído como está.
Escrito por Mila Ramos às 12h30
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| 08/10/2010 |
*Parabéns, Sr. Juiz Ruy Coppola!!!*
*Não sabia que um Juiz podia
"meter a boca no trombone"*
*com o Presidente da República....*
*Agora podem ler. É de cair o queixo!!!*
Que este email circule pelo Brasil inteiro.
*CARTA PUBLICADA NO ESTADÃO *
*Carta-resposta de um Juiz ao Presidente Lula publicada no Estadão. **
Carta do Juiz Ruy Coppola (2º TAC) * *Mensagem ao presidente! *
Estimado presidente, assisti na televisão, anteontem, o trecho de seu discurso criticando o Poder Judiciário e dizendo que V. Exa. e seu amigo Tarso, ministro da Justiça, há muito tempo são favoráveis ao controle externo do Poder Judiciário, não para 'meter a mão na decisão do juiz', mas para abrir a 'caixa-preta' do Poder...
Vi também V. Exa. falar sobre 'duas Justiças' e sobre a influência do dinheiro nas decisões da Justiça.
Fiquei abismado, caro presidente, não com a falta de conhecimento de V.Exa., já que coisa diversa não poderia esperar (só pelo fato de que o nobre presidente é leigo), mas com o fato de que o nobre presidente ainda não se tenha dado conta de que não é mais candidato.
Não precisa mais falar como se em palanque estivesse; não precisa mais fazer cara de inconformado, alterando o tom da voz para influir no ânimo da platéia.
Afinal, não é sempre que se faz discurso na porta da Volks.
Não precisa mais chorar.
O eminente presidente precisa apenas mandar, o que não fez até agora.
Não existem duas Justiças, como V. Exa. falou.
Existe uma só.
Que é cega, mas não é surda e costuma escutar as besteiras que muitos falam sobre ela.
Basta ao presidente mandar seu amigo Tarso tomar medidas concretas e efetivas contra o crime organizado
Mandar seus demais ministros exercerem os cargos para os quais foram nomeados.
Mandar seus líderes partidários fazerem menos conchavos e começarem a legislar em favor da sociedade.
Afinal, V. Exa.. foi eleito para isso.
Sr. presidente, no mesmo canal de televisão, assisti a uma reportagem dando conta de que,... em Pernambuco (sua terra natal), crianças que haviam abandonado o lixão, por receberem R$ 25,00 do Bolsa-Escola, tinham voltado para aquela vida (??) insólita simplesmente porque desde janeiro seu governo não repassou o dinheiro destinado ao Bolsa-Escola .
Como se pode ver, Sr. presidente, vou tentar lembrá-lo de algumas coisas simples. Nós, do Poder Judiciário, não temos caixa-preta. Temos leis inconsistentes e brandas (que seu amigo Tarso sempre utilizou para inocentar pessoas acusadas de crimes do colarinho-branco) .
Temos de conviver com a Fazenda Pública (e o Sr. presidente é responsável por ela, caso não saiba), sendo nossa maior cliente e litigante, na maioria dos casos, de má-fé.
Temos os precatórios que não são pagos..
Temos acidentados que não recebem benefícios em dia (o INSS é de sua responsabilidade, Sr. presidente).
Não temos medo algum de qualquer controle externo, Sr. presidente.
Temos medo, sim, de que pessoas menos avisadas, como V. Exa. mostrou ser, confundam controle externo com atividade jurisdicional (pergunte ao seu amigo Tarso, ele explica o que é).
De qualquer forma, não é bom falar de corda em casa de enforcado. Evidente que V. Exa. usou da expressão 'caixa-preta' não no sentido pejorativo do termo.
Juízes não tomam vinho de R$ 4 mil a garrafa.
Juízes não são agradados com vinhos portugueses raros quando vão a restaurantes.
Juízes, quando fazem churrasco, não mandam vir churrasqueiro de outro Estado.
Mulheres de juízes não possuem condições financeiras para importar cabeleireiros de outras unidades da Federação, apenas para fazer uma 'escova'.
Cachorros de juízes não andam de carro oficial.
Caixa-preta por caixa-preta (no sentido meramente figurativo), sr. presidente, a do Poder Executivo é bem maior do que a nossa.
Meus respeitos a V. Exa. e recomendações ao seu amigo Márcio.
P.S.: Dê lembranças a 'Michelle'. (Michelle é cachorrinha do presidente que passeia em carro oficial)
Ruy Coppola, juiz do 2.º Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo, São Paulo
VAMOS REPASSAR...
Carta-resposta de um Juiz ao Presidente Lula publicada no Estadão. **
Carta do Juiz Ruy Coppola (2º TAC) * *Mensagem ao presidente! *
Estimado presidente, assisti na televisão, anteontem, o trecho de seu discurso criticando o Poder Judiciário e dizendo que V. Exa. e seu amigo Tarso, ministro da Justiça, há muito tempo são favoráveis ao controle externo do Poder Judiciário, não para 'meter a mão na decisão do juiz', mas para abrir a 'caixa-preta' do Poder...
Vi também V. Exa. falar sobre 'duas Justiças' e sobre a influência do dinheiro nas decisões da Justiça.
Fiquei abismado, caro presidente, não com a falta de conhecimento de V.Exa., já que coisa diversa não poderia esperar (só pelo fato de que o nobre presidente é leigo), mas com o fato de que o nobre presidente ainda não se tenha dado conta de que não é mais candidato.
Não precisa mais falar como se em palanque estivesse; não precisa mais fazer cara de inconformado, alterando o tom da voz para influir no ânimo da platéia.
Afinal, não é sempre que se faz discurso na porta da Volks.
Não precisa mais chorar.
O eminente presidente precisa apenas mandar, o que não fez até agora.
Não existem duas Justiças, como V. Exa. falou.
Existe uma só.
Que é cega, mas não é surda e costuma escutar as besteiras que muitos falam sobre ela.
Basta ao presidente mandar seu amigo Tarso tomar medidas concretas e efetivas contra o crime organizado
Mandar seus demais ministros exercerem os cargos para os quais foram nomeados.
Mandar seus líderes partidários fazerem menos conchavos e começarem a legislar em favor da sociedade.
Afinal, V. Exa.. foi eleito para isso.
Sr. presidente, no mesmo canal de televisão, assisti a uma reportagem dando conta de que,... em Pernambuco (sua terra natal), crianças que haviam abandonado o lixão, por receberem R$ 25,00 do Bolsa-Escola, tinham voltado para aquela vida (??) insólita simplesmente porque desde janeiro seu governo não repassou o dinheiro destinado ao Bolsa-Escola .
Como se pode ver, Sr. presidente, vou tentar lembrá-lo de algumas coisas simples. Nós, do Poder Judiciário, não temos caixa-preta. Temos leis inconsistentes e brandas (que seu amigo Tarso sempre utilizou para inocentar pessoas acusadas de crimes do colarinho-branco) .
Temos de conviver com a Fazenda Pública (e o Sr. presidente é responsável por ela, caso não saiba), sendo nossa maior cliente e litigante, na maioria dos casos, de má-fé.
Temos os precatórios que não são pagos..
Temos acidentados que não recebem benefícios em dia (o INSS é de sua responsabilidade, Sr. presidente).
Não temos medo algum de qualquer controle externo, Sr. presidente.
Temos medo, sim, de que pessoas menos avisadas, como V. Exa. mostrou ser, confundam controle externo com atividade jurisdicional (pergunte ao seu amigo Tarso, ele explica o que é).
De qualquer forma, não é bom falar de corda em casa de enforcado. Evidente que V. Exa. usou da expressão 'caixa-preta' não no sentido pejorativo do termo.
Juízes não tomam vinho de R$ 4 mil a garrafa.
Juízes não são agradados com vinhos portugueses raros quando vão a restaurantes.
Juízes, quando fazem churrasco, não mandam vir churrasqueiro de outro Estado.
Mulheres de juízes não possuem condições financeiras para importar cabeleireiros de outras unidades da Federação, apenas para fazer uma 'escova'.
Cachorros de juízes não andam de carro oficial.
Caixa-preta por caixa-preta (no sentido meramente figurativo), sr. presidente, a do Poder Executivo é bem maior do que a nossa.
Meus respeitos a V. Exa. e recomendações ao seu amigo Márcio.
P.S.: Dê lembranças a 'Michelle'. (Michelle é cachorrinha do presidente que passeia em carro oficial)
Ruy Coppola, juiz do 2.º Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo, São Paulo
Escrito por Mila Ramos às 15h33
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| 05/10/2010 |
Tartaruga no Moirão?" Pois é! Alguém botou este cágado no moirão... Vamos tirá-lo agora? Dez anos de pt já deu pra sentir o peso!
Escrito por Mila Ramos às 13h58
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| 11/09/2010 |
Uma tristeza que o povo brasileiro esteja t~~ao longe da realidade do Governo Lula. Quando quiserem se defender, será tarde. Conhecem a historinha da Tartaruga no Moirão?" Pois é! Alguém botou este cágado no moirão do Planalto. Agora, se não o tirarem de lá, ele não pode sair, não tem como sair e nem vergonha na cara para tanto. Como falta reflexão sobre o comunismo que a Dilma vai implantar no Brasil.. Aí eles vão sentir saudades de um governo democrático. E será tarde mdemais.,. mMuita gente vai para a morete poque será uma das penas logo votadas por seus deputados.....
Escrito por Mila Ramos às 17h04
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| 15/07/2010 |
Estou me despedindo das poucas pessoas que me visitaram. Estou fechando este blog. Não levo jeito para me dedicar a ele e já tenho, faz tempo, a minha velocidade aqui com nota baixa.... Tartaruga!rrrr Prefiro visitar outros poetas. Até qualquer hora em qq lugar Mila Ramos
Escrito por Mila Ramos às 16h46
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| 08/07/2010 |
Por que o símbolo da COPA 2014 tem os números em vermelho e não azul, uma das cores faltantes da nossa Bandeira? Afinal, a Copa vai ser no BRASIL ou não? Por que o vermelho se o BRasil não tem vermelho? Que descaramento! Que vergonha! É o PT quem vai fazer a COPA ou é o BRASIL???????????????????????? Tirem este vermelho da nossa COPA, vamos interditar esse símbolo!
Escrito por Mila Ramos às 18h02
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| 27/06/2010 |
DO SUL.....Pé gelado... é doença do sul .../ A bem dizer, ... epidemia de inverno,... cíclica, anual, anti-hélica, anti-térmica.../ Surto das misérias ...que ataca os mal-amados,... respiração ofegante, ...mãos esfregadas...na solidão de mãos iguais../ Ruas compridas e mortas,... postes solitários e luzes tiritantes...céu profundo e promessa de geada.../ Pé gelado,...desconforto, dor do só, sintomas evidentesde ausências e saudades./nos invernos do sul...(Mila Ramos)
Escrito por Mila Ramos às 12h47
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SEMENTES (sobre minha Tijucas, a título de PREFÁCIO) No começo, uma extensa planície deixou-se fender por um rio piscoso e cristalino, que recortou suas terras férteis formando uma extensa e rica região beira-mar e beira-rio. Por ele, entraria gente que abriria caminho, que verteria sangue e criaria vida, ousaria crescer e se multiplicaria ad infinitum. Pelo rio encontrariam Tijucas. E haveria cidade, povo, riqueza , trabalho, cidadania. De poucos, e aos poucos, a vila desenvolveu-se, fez-se mocinha casadoira, recebeu pretendentes, recusou alguns, prendeu outros, atraiu dezenas e centenas de simpatizantes e cresceu, amadureceu, criou filhos ilustres, filhos importantes para sua própria importância, filhos valentes para sua própria defesa, filhos verdadeiros para sua própria alma e vigor para seu vir a ser. E o rio, que também se chamaria Tijucas, distribuiu gente de sangue bom para toda a região oeste, terra adentro. E chegamos nós. tijuquenses ou tijucanos, filhos diletos da terra-mãe, legítimos ou adotados, todos filhos do coração, todos indispensáveis a ela, nossa Tijucas querida. ............................................................................... De mim, minha terra tem amor, saudade, lembranças. Consta de meus documentos civis e da minha natureza, do meu sangue e do “s” puxado, açoriano que jamais perdi e do qual me orgulho: sou Zelândia, filha da Dona Emília Ramos, a parteira de quem herdei tudo o que sou; nascida de seu casamento com o destemido Mestre Zé Ramos, numa casinha tosca que havia perto da Prefeitura antiga – aquela das luzinhas nas janelas e que a gente via quando vinha de baixo ou quando vinha de cima, da Praça ou da Joaia. E minha terra mora em mim e eu nela. ................................................................................ Tijucas é hoje uma cidade diferente da que vivi, em tudo. É mais bonita, mais rica, mais plena de opções de vida, mais cheia de conforto existencial, mais desenvolvida no que diz respeito à educação, à saúde, no que diz respeito à indústria, ao comércio, a bancos, Fórum, tudo para o lazer e o trabalho. No meu tempo, a gente viajava para Florianópolis quando precisava comprar roupa nova para o Natal e para a Festa do Divino Espírito Santo, no verão e no inverno. Sapatos e bolsas novos, combinando na cor com o traje escolhido para festar, casacos inteiros, tailler ou um costume, como se dizia na época. Mais precisa ir a Florianópolis. Hoje o comércio de Tijucas oferece nas mais modernas lojas, tudo o que você precisa para brilhar, butiques e lojas de departamentos. Muito diferente da cidade onde passei metade da minha vida. Muito já escrevi sobre minha Tijucas, poemas e crônicas, algumas publicadas em livros, outras ainda num caderno que comecei a escrever quando ainda morava na terra em que minha mãe ajudou a trazer à luz, mais de mil crianças ( até onde ela contou). Como lembro-me do tempo em que, menina ainda, acordava à noite com o chamado de um pai assustado porque sua mulher estava dando a luz e precisa de ajuda: - Dona Emília, ô Dona Emília! E lá ia ela, de carroça, de carro de mola ou com automóvel de aluguel que socorria a gente nas necessidades: Seu Durval Reis e seu V8. Quantas vezes chegou pela manhã encharcada pela chuva ou pela travessia de um rio ameaçando transbordar numa enchente. Mais um tijucano havia nascido. Muitas vezes, a condução voltava para apanhar o Dr. Sizenando para aplicar um “fórceps”, porque o nenê se negava a nascer sem uma ajuda a mais. E era a Dona Emília que colocava o joelho na borda da cama para firmar-se e puxar até o nenê dar o ar de sua graça. Quantas histórias ouvi destes partos... Havia casos em que minha mãe encontrava a parturiente pendurada pelos braços, à cumieira da casa, porque, segundo uma “comadre” assim o nenê nasceria mais fácil. Partos feitos no chão forrado com palha para deixar a cama limpinha para quando o nenê nascesse, galinhas tratadas durante meses, para que a mãe tomasse seu caldo gordo durante o resguardo, quarenta dias de repouso, sem lavar a cabeça e sem tomar gelado, o que poucos tinham. Assim foi até a Maternidade Chiquinha Gallotti ser inaugurada por dirigentes que proibiram que minha mãe trabalhasse ali, até sua morte. Um castigo muito mal interpretado. Dor carregada em meu peito. Hoje, seu valor é reconhecido pelo povo tijuquense e pelas autoridades que a homenagearam com seu nome numa das mais belas avenidas da cidade. Para nós, Sebastião e eu, seus filhos, restou a dor de sabê-la rejeitada em seu trabalho pioneiro na região. Mas minha terra também “ tem palmeiras onde canta o sabiá e as aves aqui gorgeiam...” Daqui de Joinville, terra que coloquei com Tijucas, dentro de meu coração, criei um limite entre essas cidades, só possível através do trabalho e do amor ao chão onde vivemos. Minhas terras: feliz de quem pode ter duas. Em um poema que escrevi sobre minha infância e juventude em Tijucas, e que foi publicado por um filho dileto da terra, Dr. Luiz Gomes, falo de ruas e casas antigas. Esses poemas também constarão deste livro que será publicado por meu filho Roberto, em homenagem a sua avó Emília e a terra de seu nascimento e infância, duas paixões que ele carrega no peito. Da rua onde cresci, lembro de seus moradores e, é claro, só os idosos como eu irão lembrar, porém, a historia se faz com livros, por mais simples, por mais despretensiosas que sejam as razões que seus autoresos tiveram para escrevê-los. É de livros que se faz história de gente, de famílias, de terras e, consequentemente, de vidas. Zelândia Ramos dos Anjos Joinville, junho de 2010.
Escrito por Mila Ramos às 12h44
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Vinícius de Moraes.... O MAIS QUE PERFEITO......“Ah! Quem me dera ir-me contigo, agora, ...para um horizonte firme, comum , embora.../ Ah! Quem me dera ir-me.../ Ah! Quem me dera amar-te sem mais ciúmes.../ de alguém, em algum lugar, que nem presumes.../ Ah! Quem me dera amar-te.... /Ah! Quem me dera ver-te... sempre ao meu lado... Sem precisar dizer-te jamais : Cuidado!.../ Ah! Quem me dera ver-te.../ Ah! Quem me dera ter-te... como um lugar plantado no chão verde... Para eu morar-te...morar-te até morrer-te..”
Escrito por Mila Ramos às 12h41
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CANÇÃO DA LIBERDADE...Quero meu verso cantando...a canção da liberdade...sem semitons!/Quero-me diapasão...afinando na verdade...todos os sons/...Quero sentir a pele...solfejar consentida...de prazer...Quero ensaiar contigo...o dueto da vida ...e reviver!(Mila Ramos)
Escrito por Mila Ramos às 12h25
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-----PARA MINHA AMIGA QUE ESCREVEU
"Deus fez meus pés apontando a direção da caminhada mas isso não me impede de voltar atrás de tentar o retorno e refazer melhor e mais seguro qualquer dos meus caminhos já pisados "
Um abraço domingueiro, de velha amiga, Miriam
Escrito por Mila Ramos às 12h21
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| 30/05/2010 |
Festas Juninas....
Benzedura Mila Ramos Benzedura, vem que cura sem tortura bem que dura sem ventura.... Benzedura, vem que cura desventura, quem te atura, bem sem cura.?! Esse mal de mau olhado, que arrepia arrepiado, que assusta, causa espanto, faz doente de quebranto! Benzedura, vem que cura.... De zipla, arca caída, de cobreiro, recaída, de panariz, de frieira, benze tudo, a benzedeira... Doença braba, essa minha, é que nem erva daninha, alivia mas não passa, arrefece sem que cesse e é pior na recaída.... Minha doença é doidice, que eu não disse para benzer. É nada de mau-olhado, meu mal é ser mal-amado, então pra que benzedura? Benzedura, bem que dura, vem sem cura, benzedura!
Escrito por Mila Ramos às 17h15
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BRASIL, Sul, Mulher, Mais de 65 anos, Portuguese, English, Livros, Arte e cultura, meu Brasil MSN -
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